Centro Histórico de Fortaleza

Fortaleza não só tem lindas praias, boas baladas e muita curtição, tem o outro lado da cidade que oferece aos turistas muitas opções culturais e gastando muito pouco. Fortaleza vem buscando resgatar sua história atraindo o público local/turistas para o centro da cidade. O centro foi e será sempre palco vivo da história de uma cidade, seja com suas praças, museus, teatros, mercados e centro cultural.

É possível fazer aproximadamente um tour de 5 horas pelos principais pontos turísticos do centro de Fortaleza. Saindo pelo Forte de Nossa Senhora de Assunção, marco inicial da cidade, construído pelo capitão holandês Matias Beck em 1649 e desde 1942 é sede do Quartel-General da 10ª Região Militar do Exército Brasileiro. Embora seja uma atração pouca divulgada pelos agentes turísticos, as visitas às áreas externas e a um pequeno museu militar nas dependências do forte, são permitidas. Deve-se conversar com o soldado de plantão na entrada do quartel, que encaminhará os visitantes a um oficial; o oficial explicará brevemente os locais que podem ser vistos, bem como a respectiva história, e autorizará a visita. O espaço aberto à visitação é limitado, pois a maior parte da Fortaleza é hoje ocupada por instalações do Exército. Há um pequeno museu dentro da Fortaleza, dedicado ao General Antônio de Sampaio, um cearense que morreu heroicamente na Guerra do Paraguai. Na área externa, a partir da murada, pode-se ver parte do mar, da mesma forma que no século 17; as fortalezas eram construídas em áreas que permitiam maior visibilidade, para se avistar o inimigo com facilidade; alguns canhões antigos estão expostos. A estátua que se vê no pátio é em homenagem a Martins Soares Moreno, outro dos heróis do Ceará. O Forte está localizado em frente ao Mercado Central Municipal.

 

Continuando o passeio, depois de uma quadra (na lateral do forte) visitamos o Passeio Público, que no início do século XIX chamava-se Campo da Pólvora. A partir de 1825, devido ao fuzilamento de participantes da Confederação do Equador, passou a ser conhecido como Praça dos Mártires. Construído no século XIX, em estilo neoclássico, foi importante ponto de lazer da sociedade fortalezense. A praça, bastante frequentada por membros da Padaria Espiritual, foi reformada aos moldes do Passeio Público do Rio de Janeiro. Possui várias estátuas de deuses, um antigo baobá e um coreto, onde durante muitos anos apresentou-se a Banda da Polícia. O local foi totalmente revitalizado pela prefeitura e hoje serve de palco para um passeio descontraído principalmente aos sábado, pois. nesse dia é bastante movimentado por conta da feijoada servida no Café Passeio, sempre acompanhada de um chorinho.

Saindo do Passeio Público, caminhando mais duas quadras chega-se a antiga Cadeia Pública da cidade. Hoje conhecida como Emcetur, abrigando uma central de artesanato, com mais de 100 lojas que comercializa produtos tipicamente cearenses. Ao lado temos o Museu de Arte e Cultura Populares e o Museu da Mineralogia, que fica localizado no andar superior da edificação.

 Seguindo o tour e a uma quadra encontra-se a Estação Central de Fortaleza Professor João Felipe. Atualmente utilizado por linhas de trem da região metropolitana.

 Saindo da Rua Dr. João Moreira, em que estávamos até o momento, seguimos rumo ao Theatro José de Alencar. Nesse percurso iremos passar pela parte mais movimentada do centro e os cuidados com pertences são sempre importantes, nada que possa assustar, mas melhor prevenção quando se caminha por regiões movimentadas. O trecho é curto pela Rua General Sampaio, são somente quatro quadras até a Praça José de Alencar, onde já é possível avistar o teatro ao fundo. Uma edificação muito bela, se tornando ícone da arquitetura cearense desde sua fundação. A fachada art nouveau que combina vitrais coloridos e estrutura metálica importada da Escócia. Existe um tour monitorado onde o visitante pode vislumbrar características da belle époque nos desenhos que enfeitam as frisas, os camarotes e as escadarias, além do jardim projetado por Burle Marx.

 

Após o teatro, seguindo pela Rua Guilherme Rocha caminhando cerca de 15min avista-se a Praça do Ferreira, ponto de encontro predileto dos mais velhos. A Praça do Ferreira tem esse nome em homenagem ao Boticário Ferreira. Ela já foi chamada Praça das Trincheiras e em 1839 era apenas um campo de areia com um grande poço no centro, que funcionou até 1920, quando o então prefeito Godofredo Maciel fez a reforma. Em 1933, foi erguida a Coluna da Hora, derrubada em 1967. Depois de várias reformas, a cacimba acabou soterrada e só foi descoberta em 1991, quando da última reforma pela qual a Praça passou. Descoberto o poço, ele foi mantido e novamente erguida a Coluna da Hora. Bastante diferente da primeira que possuía estilo "Art Dèco" de cimento e pó de pedra", mas também significativa. Descanse um pouco em um de seus bancos curtindo a brisa litorânea, tome um picolé e divirta-se com os diversos estilos de artistas e pessoas que passam pela praça mais importante de Fortaleza.

 

Caminhando mais 100 metros pela Rua Floriano Peixoto esquina com Rua São Paulo, encontra-se a primeira instituição museológica oficial do Estado, o Museu do Ceará. O Museu do Ceará possui um acervo bastante variado, resultado de compras e, sobretudo, de doações de particulares e instituições públicas. Entre moedas e medalhas, há quadros, móveis, peças arqueológicas, artefatos indígenas, bandeiras e armas. Há também peças de "arte popular" e uma coleção de cordéis publicados entre 1940 e 2000 (950 exemplares). Alguns objetos se referem aos chamados "fatos históricos", como a escravidão, o movimento abolicionista e movimentos literários, como a famosa "Padaria Espiritual", que entrou para a História da Literatura Brasileira com especial destaque. Trata-se de um acervo com mais de sete mil peças, que atualmente é trabalhado como veículo de reflexão sobre a Historia local integrada à História do Ceará, em seus aspectos culturais, econômicos e sociais. Muitas peças estão em exposição, organizadas em salas temáticas. Funciona de ter-dom | 8h30 – 17h.

O Museu do Ceará está localizado bem ao lado da Praça General Tibúrcio ou como é popularmente chamada Praça dos Leões. Esta praça possui estátuas de leões em bronze trazidas da França no início do século. Ao lado também fica a Academia Cearense de Letras, tendo como destaque na mesma praça uma estátua em tamanho natural da escritora Rachel de Queiroz sentada em um banco da praça.

Descendo a escadaria da Praça dos Leões, chega-se a Rua Conde D'eu, onde já é possível observar as torres de 75 metros de altura da Catedral de Fortaleza (Igreja da Sé). Inaugurada em 1978 após 40 anos do início de suas obras, a Catedral de Fortaleza se destaca pela arquitetura gótica e seus vitrais franceses. O autor do projeto foi o arquiteto francês George Mounier. A igreja abriga 5.000 pessoas, e é a terceira maior no Brasil.

Desse modo chegamos ao nosso ponto de partida, o Mercado Central Municipal. Aqui é possível encontrar os mais diversos tipos de presentes do nosso querido Ceará, desde a Castanha de Cajú até Bordados de fina qualidade.